
Caminha tão rápido
Quanto a perna sã lhe permite
Em seu rosto flácido
A feição de um sorriso inexiste
Aonde vai o Sr. Sem Nome,
pelas ruas da cidade insône?
Suas vestes são velhas
Como articulações definhadas
Que por muitas guerras
Em sua vida foram judiadas
Aonde vai o Sr. Sem Nome,
o corpo descarnado pela fome?
Muitos anos carrega
Sobre os ombros arqueados
Muita tristeza expressa
No seu semblante tombado
Aonde vai o Sr. Sem Nome,
zumbi que à noite não dorme?
E eu a vislumbrá-lo
Sob este abrigo urbano, protegido
Ele a andar trôpego, calado
Na periferia do mundo, esquecido
Aonde vai o Sr. Sem Nome,
que na viela escura agora some?
Assim como surgiu, desapareceu
Um pálido espectro de homem
Só a pergunta permaneceu
Aonde ia o Senhor Sem Nome?
Autor: Sauro de A. Queiroz
Autor: Sauro de A. Queiroz
Me preocupa aqueles Nomeados!
ResponderExcluirNunca saberei,
ResponderExcluirNão porque minha curiosidade fosse pouca
Ou porque minhas pernas fossem trôpegas,
Mas porque meu sossego foi latente
Minha vida um entorpecente
Ante aquele que nem sei quem
E alias porque me preocupo,
Nem nome ele tem!!!