
Esta charge que li no blog do Jasiel Botelho é bem representativa do que considero o "efeito placebo" para a alma: tem gosto de remédio, parece com remédio, até dá alguns efeitos de melhora, mas não é remédio.
A diferença do que vivemos nestes dias é que antes havia uma maior ignorância que um alvo de adoração ou determinado caminho espiritual era placebo, mas o que tem sido ventilado dos corredores das universidades para o mundo é que de fato precisamos mais da sensação de que estamos sendo tratados e curados do que necessariamente estarmos de fato sendo tratados e curados, porque simplesmente precisamos disso! Outra hora neste blog eu tentarei desenvolver melhor o tema, mas por enquanto basta sabermos que isso equivale a:
- um homem de 30 anos que fala sobre a impossibilidade de existir Papai Noel, mas que mesmo assim construiu uma chaminé em casa, porque a sensação de esperança que dá receber um presente de um conto de fadas é o "grande barato".
- um paciente terminal com câncer que recebe do seu médico uma pílula revolucionária para a cura de sua doença, mas que antes de engolir o remédio com um copo de água, ouve do mesmo doutor: - "Olha, só uma coisa, essa pílula revolucionária é um placebo, na verdade. Mas, não se preocupe, tome assim mesmo, porque o que importa é acreditar que esta pílula, mesmo falsa, te dá uma sensação de esperança gostosa!
Bem, tão importante quanto crêr é o alvo da crença ser real!
Se é real e não se crê, não há relacionamento!
Se crê e não é real: placebo pra que te quero!
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